Endoscopia

Qualidade, segurança e conforto em endoscopia.

Balão Intra-Gástrico

O que é?
 

O balão intragástrico é um método alternativo para o tratamento da obesidade, não-cirúrgico e não farmacológico.  Trata-se de uma prótese esférica (balão) de silicone de superfície lisa que será preenchido com cerca de 500 a 700 ml de soro fisiológico e azul de metileno, dentro do estômago, após posicionamento realizado através da endoscopia digestiva alta, de maneira ambulatorial (não é necessário internação hospitalar).

Como funciona?


O balão é colocado dentro do estômago através da endoscopia (sem cortes, sem cirurgia). Ele é posicionado na sua parte superior ocupando espaço neste local. Sua presença causa uma sensação de plenitude (estômago cheio), e, desta maneira, quantidades menores de alimentos são ingeridas durante as refeições. Ele faz parte integrante do tratamento do sobrepeso e da obesidade ao promover o emagrecimento saudável.

Para sucesso do tratamento é necessário que o balão faça parte de um programa de perda de peso com acompanhamento multidisciplinar (endocrinologista, nutricionista e psicólogo).

Por que a equipe multidisciplinar?


O balão intragástrico está indicado para utilização temporária na terapia de perda de peso, devendo ser usado juntamente com uma dieta controlada a longo prazo e com um programa de comportamento concebido para aumentar a possibilidade de manutenção da perda de peso a longo prazo. Então, além de emagrecer, o objetivo principal do tratamento com o balão é aproveitar a oportunidade para re-educação alimentar e dos hábitos físicos e comportamentais.

Daí a importância da equipe multidisciplinar, uma vez que, ao se retirar o balão retornam todas as condições anteriores que levaram à obesidade. Essa aprendizagem irá auxiliar na manutenção do peso ou mesmo continuar a sua perda.


Colocado o balão, então, não está resolvido o problema da obesidade?
 

Infelizmente não. O balão faz parte de um processo de tratamento. Ele torna mais fácil a sua adaptação aos outros cuidados para o sucesso do tratamento da obesidade (dieta, exercícios físicos, acompanhamento psicológico), que devem ser mantidos após a retirada do balão. Sem eles, a perda de peso poderá ser decepcionante.


Qual o tempo de tratamento?


A vida média do balão é de 6 meses . O tratamento pode variar entre 4 e 6 meses, de acordo com a sua curva de emagrecimento. Trabalhos científicos tem demonstrado que o volume maior de perda de peso ocorre nos primeiros 4 meses (média de 15kg). Após 6 meses , uma nova endoscopia é realizada para a sua retirada.

Por que retirar após 6 meses?


Porque o risco de esvaziamento do balão e obstrução intestinal (e, por consequente, risco de morte devido à obstrução intestinal) é significativamente mais elevado em situações de permanência do balão no interior do estômago durante um período superior a 6 meses.

Quanto posso emagrecer?


O emagrecimento depende de vários fatores, alguns de ordem pessoal (genética, peso inicial, p. ex.) e, principalmente, aderência ao novo estilo de vida. Esse último é o maior motivo porque algumas pessoas nada perdem de peso durante o período de tratamento. De uma maneira geral a média esperada de perda de peso é de 12 a 15% do peso inicial, podendo alguns nada perder e outros superar esses limites.


O balão explode?



Não, o balão não explode. Pode ocorrer o rompimento do mesmo (furar). Neste caso um corante azul colocado no líquido injetado em seu interior (para enchê-lo) vasa e é absorvido pelo intestino do paciente e excretado pela urina que adquire um tom azulado. A pessoa, então, é alertada e comunica ao seu médico, que o retira, podendo ou não um novo balão ser posicionado para dar continuidade ao tratamento.


Quais os possíveis riscos com o balão?


São muito raros, no entanto são descritos na literatura médica:

  • Obstrução intestinal. Um balão rompido, insuficientemente insuflado ou com fugas, que tenha perdido volume suficiente, pode passar do estômago para o intestino delgado. Ele pode passar para o colo (intestino grosso) e ser eliminado com a evacuação. O risco de obstrução está aumentado se houver um estreitamento nos intestinos (por cirurgias abdominais ou ginecológicas anteriores, aderências ou alterações anatômicas), em pessoas que tenham disfunção da motricidade digestiva ou diabetes.

    Se tal fato ocorrer, pode ser necessária uma drenagem percutânea, remoção cirúrgica ou endoscópica do mesmo. A urina azul alerta para o problema e permite, na maioria das vezes, que o balão seja retirado endoscopicamente antes que progrida para além do estômago.
     
  • Obstrução na entrada dos alimentos no estômago.
     
  • Lesões nas paredes do tubo digestivo como resultado do contato direto com o balão ou do aumento da produção de ácido pelo estômago. Isto pode produzir a formação de úlceras dolorosas, hemorragias e até perfurações do estômago. Em tais casos, pode ser necessário um procedimento cirúrgico para corrigir o problema.

Onde se coloca?


Por ser um procedimento que requer sedação profunda a colocação do balão é efetuada na ESADI, com o acompanhamento de anestesiologista. A equipe da Esadi disponibiliza a colocação de balão intragástrico como rotina dentre seus procedimentos endoscópicos.

O que posso sentir após o posicionamento do balão?
 

A presença do balão no estômago pode ocasionar alguns sintomas, como:

  • Incômodos gástricos, sensações de náuseas e vômitos depois da colocação do balão, enquanto o sistema digestivo se ajusta à sua presença. Isso dura cerca de 2-3 dias.
  • Náuseas e vômitos contínuos. Pode ser resultado da irritação direta das paredes do estômago ou devido ao bloqueio da saída do estômago pelo balão. Nesses casos, pode ser necessário o reposicionamento do balão através de manobras especiais ou endoscopicamente.
  • Sensação de peso no estômago.
  • Dores abdominais ou nas costas, de forma constante ou cíclica.
  • Azia, regurgitação, devido ao refluxo gastroesofágico.

Quais as indicações para o uso do balão?


O balão intragástrico está indicado em:

  • Pacientes com IMC abaixo de 35 que não respondem a tratamento clínico por mais de três anos.
     
  • Pacientes com IMC maior que 35 que não tem condições de serem submetidos à cirurgia por contra-indicação médica.
     
  • Pacientes que não querem se submeter à cirurgia.

A Anvisa liberou a colocação de balão intragástrico para pessoas com o IMC acima de 27.

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