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Hemocromatose - quando o ferro pode fazer mal à saúde

05/09/2023

O ferro, nutriente essencial encontrado em alimentos como carnes vermelhas e alguns cereais, desempenha função central no metabolismo energético celular, participando da composição da hemoglobina, presente nas células vermelhas do sangue e que colabora para transporte de oxigênio.

No entanto, ferro em excesso pode ser tóxico. E de fato existem doenças decorrentes de sobrecarga de ferro, a hemocromatose sendo o exemplo típico. Ela é decorrente de um defeito genético, na maioria dos casos em um gene chamado HFE, localizado no cromossomo 6. Esse defeito impacta negativamente a ação de um hormônio chamado hepcidina, responsável por regular a entrada de ferro no organismo, o que acaba por permitir uma absorção de ferro a partir da alimentação em quantidade maior do que a necessária. Como o organismo não é capaz de aumentar sua excreção, este ferro em excesso se acumula em vários órgãos, o que pode gerar dano progressivo.

A sobrecarga de ferro pode levar à doença hepática (inclusive cirrose e carcinoma hepatocelular), dores articulares, danos pancreáticos que podem levar a diabetes, arritmias e insuficiência cardíaca, impotência sexual e alteração da pigmentação da pele, com tom acinzentado ou cor de bronze.

Os sintomas relacionados à hemocromatose podem se assemelhar a outros problemas de saúde. E nem toda elevação nos exames relacionados ao ferro é devido à hemocromatose. Por essa razão, é importante uma avaliação médica.

Para o correto diagnóstico, a consulta médica com um especialista é essencial. Converse com seu gastroenterologista e tire todas as suas dúvidas.

Exames podem ser agendados através do telefone: (47) 3222-0432 ou Whatsapp: (47) 99963-3223.

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